Seu cão tem medo de fogos de artifício e trovões? Veja o que fazer

Fogos, trovões, bombas e ruídos intensos são uma preocupação para tutores de cães e gatos. Pode ser uma comemoração de futebol, as festas de fim de ano ou tempestades, todo dono de pet fica apreensivo antes e durante esses eventos ruidosos. Sem dúvida, são muitos os animais que se assustam com esses ruídos, podendo desenvolver uma fobia que leva ao stress e a possíveis traumas devido à sensação de medo. Preparamos um texto com estratégias e dicas de como amenizar essas situações ajudando no bem-estar do seu pet.

Por que os animais sentem medo dos fogos e trovões?

Devido à ótima capacidade auditiva dos cães e dos gatos, é comum que eles reajam após algum ruído mais forte. O som alto e repentino é interpretado pelo sistema nervoso autônomo como uma ameaça, gerando uma sensação de medo totalmente involuntária, ou seja, o animal não compreende que aquilo é algo inofensivo, e sente automaticamente os sinais de fuga ou luta que o sistema nervoso transmite. Entretanto, cada animal irá responder de um jeito. Em casos brandos, alguns pets ficam em estado de alerta, enquanto outros procuram um local que transmita segurança. Porém, temos visto muitos casos de fobia, com sinais como: fuga insistente sem direção, vocalização (ganidos, latidos), agressividade, cabeça baixa e corpo fletido, cauda recolhida entre os membros traseiros, urina em local inapropriado, entre outros. Além disso, ainda podem ficar com os batimentos cardíacos acelerados, respirar de maneira ofegante e apresentar sede excessiva.  Se esses sinais forem frequentes e muito intensos, é necessário adotar medidas para que o caso não evolua, uma vez que a cada episódio, a fobia tende tendem a piorar.

O que fazer com pets com medo de fogos de artifício e trovões

Infelizmente não existe uma maneira eficaz, que resolva o problema de medo de fogos de artfício definitivamente. Porém existe uma série de medidas que vão amenizar o sofrimento do animal e evitar acidentes.

Modificar o ambiente:

– A primeira recomendação é fazer com que o som chegue com menor intensidade. Dessa forma, é indicado fechar as janelas, portas, ligar a televisão ou rádio e o ventilador. Para aumentar as chances de sucesso, pode-se colocar cobertas e panos nas frestas com intuito de abafar ainda mais o barulho.

– Preparar um canto acolhedor, como uma espécie de toca, é outra ótima opção por aumentar a sensação de segurança do cão ou gato. É aconselhável deixar a iluminação mais fraca nesse ambiente com objetivo de tranquilizar o animal. Utilize colchas, panos e cobertas por cima de alguma estrutura, como uma cadeira ou caixa grande.  

– Se o pet não estranhar a caixinha de transporte, esse também é um bom lugar para ele ficar na hora dos fogos.

– Retirar objetos que possam causar algum trauma é imprescindível. Durante o momento de fobia, é comum que o cão tente fugir do local desordenadamente, o que aumenta os riscos de derrubar objetos sobre si mesmo. Dessa forma, deve-se retirar itens pontiagudos e cortantes, além de materiais que possam tombar com facilidade.

– Verificar possíveis lugares que seriam uma opção de fuga. Fique atento a janelas, portas e portões, pois alguns animais vão tentar fugir insistentemente. Muros e janelas que normalmente o pet não pula, podem ser ultrapassados nesse momento de desespero. Nesse caso, o ideal é sempre deixar alguma identificação na coleira, pois caso o cachorro ou gato escape será fácil identificá-lo. Durante o momento de pânico o cão pode saltar por janelas e muros, fique atento e feche as possíveis passagens.

– Uma técnica rápida para amenizar o som é colocar algodão no ducto auditivo do animal para diminuir o barulho.

Dessensibilização para fobia por fogos e trovões

Existem algumas técnicas que visam reduzir a sensibilidade do animal aos ruídos. Chamadas de dessensibilizaçao, elas visam treinar o pet gradativamente a fim de tornar o som dos fogos e trovões algo normal, interpretado de maneira correta e não negativa.

Deve-se reproduzir o barulho dos fogos através de aparelhos eletrônicos, como televisão e caixas de som como um treinamento prévio. Para dar certo, a técnica deve ser feita de forma gradual, aumentando o volume a cada dia. Caso o animal não apresente medo, deve-se oferecer recompensas para o animal associar o ruído com algo positivo. Esse exercício deve ser repetido sempre, aumentando a intensidade do ruído, até chegar num episódio real de fogos. A intenção é permitir que o cão associe o barulho como um sinal de algo que ele gosta (brincadeiras, petiscos, passeios).

O que não fazer?

– Em hipótese alguma deixe o animal preso com uma guia, corrente ou algo que o amarre. No momento do desespero, o pet pode se enforcar sozinho ao tentar fugir.

– Nunca puna ou amedronte o animal durante o comportamento de medo que ele está expressando. Isso só vai piorar a situação.

– Pegar no colo para consolar também é um ato contraindicado, apesar de ser a primeira ação instintiva que o proprietário tem. Nesses casos, se o animal sentir que você está com excesso de proteção, ele entenderá que os fogos são realmente uma ameaça.

– Casos em que o pet seja realmente muito apavorado, é indicado não deixá-lo completamente sozinho em dias de fogos.

– Não dê medicamentos como sedativos e calmantes sem a orientação do veterinário. Além de muito arriscado para a saúde, pode deixar o animal ainda mais vulnerável a acidentes.

Reduzir a sensibilidade aos ruídos é algo difícil e trabalhoso, porém é possível. Recomendamos que você visite seu médico veterinário de confiança e peça ajuda. Adestradores certificados e especialistas em comportamento animal também devem ser consultados.

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